Os jornais de são Paulo publicaram que bubble se tratava de um romance. Enfocaram a homossexualidade dos protagonistas, fizeram parecer que as pessoas que assistiam bubble procuravam por um romance bobo. Mas, se trata de muito mais. Entre bombas, se vê valores. Amizade.
Os protagonistas se conhecem quando Ashraf (Yousef Sweid), um palestino, atravessa a fronteira para Israel onde Noam (Ohad Knoller) presta o serviço militar obrigatório. Bubble é como os personagens chamam Tel-aviv aludindo à cidade manter os moradores fora do clima de guerra do restante do país, numa bolha. Neste clima menos tenso o palestino na nova cidade vai descobrindo uma nova vida, com arte, amigos, resignação política e amor. Noam vai se mostrando ser o “cara certo” do lado errado da fronteira. Ele esta condenado a não ser feliz. Dividindo o apartamento com os dois estão os amigos de Ashraf, Yelli (Alon Friedman) e a linda Lulu (Daniela Virtzer) uma divertida ativista pela paz. Ela é artista, talentosa e leal aos amigos.
Entre explosões e ódio quem assistir bubble vai ver muito mais. Quem ver bubble talvez se descubra emocionado. Talvez se descubra impactado. Talvez descubra qualquer coisa. Nunca será indiferente. Um homem politizado não passaria pelo filme sem notar suas criticas e suas conotações provocativas. O espectador ao fim talvez se pergunte por que o “felizes para sempre” não chega. O filme nos mostra que a ignorância de um é o infortúnio de outros. De muitos outros. Por ela vai se perdendo as pernas, vão se perdendo os amigos e vai se perdendo a liberdade. Pela ignorância da guerra vão morrendo pessoas.
Contudo a maior mensagem do filme talvez ainda seja que tudo é por amor. No filme morre-se por ter fé no protesto errado, mas ainda assim tudo é amor, seja a irmã, ao seu homem ou a justiça.