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| Cinema | ||||||
| HÁ SOMENTE LIXO NO LIXO? - Marta Helena Pereira | ||||||
Uma senhora humilde, de pouco conhecimento na escrita, porém de uma sabedoria altamente contagiante.
Não há como falar dos trabalhadores dos lixões da cidade do Rio de Janeiro, sem citarmos o nome de Estamira. Quem sabe uma filosofa nos tempos modernos... Sua origem não é tão citada neste documentário, mas identificamos uma vida sofrida que enfrentou diversos desafios para sobreviver. Em sua infância solicita um presente ao avó e, para ganhá-lo tem de pagar com o próprio corpo. Aos 12 anos é retirada de sua terra natal e vai trabalhar em um prostíbulo, onde permanece até aos 17 anos. Conhece o seu primeiro marido neste estabelecimento e casa ainda adolescente. Tem o seu primeiro filho e as brigas, discussões começam a acontecer em sua casa. Decide ir embora e hospeda-se na casa de sua tia até casar-se novamente. Deste relacionamento tem 02 filhas, porém, tudo o que já havia passado no primeiro relacionamento começa a ocorrer em seu segundo casamento. Dessa vez, seu marido a coloca para fora de casa com os filhos. Após esta separação Estamira começa a trabalhar no lixão de Campo Grande. Mal sabia ela, que a vida ainda ia lhe pregar algumas peças. Foi estuprada por 02 vezes e sua filha mais nova dada para uma outra família criar. Ao assistir esse filme você se questiona o tempo todo sobre o limite da esquizofrenia e a realidade. Muitas de suas frases traduzem na íntegra como realmente devíamos nos comportar e, ela aprende isso a duros golpes. Assistir Estamira é um profundo questionamento sobre o mundo real em que vivemos, se também somos “esperto ao contrário” fazendo e vivendo de alguns “trocadilos”. |
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