Em nome do pai (o meu que é bravo!). Do filho (que eu espero conseguir adiar até pelo menos depois da formatura). Do Espírito Santo (que como eu estava namorando na época da catequese, me distrai muito, eu não sei do que se trata). Amém! E este é o que eu mais gosto... Amém! Amém! Amém as pessoas como não houvesse amanhã! É assim que canta o meu ídolo! Mas... oh céus! Como eu pude esquecer do que o padre falou? Eu não posso, não devo não tenho permissão e é errado idolatrar qualquer um que não seja o meu Deus! Então... Eu retiro o que eu disse. Renato Russo não é meu ídolo. Eu só amo o Renato Russo, o meu ídolo é o santo sagrado amado idolatrado incrível hiper maravilhoso Jesus Cristo!
E por que será mesmo que o cara é tão importante? Claro, lembrei-me! É porque o padre contou pra nós naquela missa em que meu avô me obrigou a tirar o boné! Ainda bem que o padre contou isso antes da intervenção do vovô, porque eu passei o resto da missa xingando o velho de filho de uma... (ops, é melhor censurar) e não prestei atenção em mais nada depois disso! Mas pelo menos eu tirei o boné. Eu é que não ia querer ofender a casa de um deus! Só é meio inconveniente ter de trocar o esconderijo da maconha do boné para o tênis, mas ao menos tirando o boné eu garanto que vou para o céu depois que eu morrer. Espero não morrer no assalto de hoje à noite! Mas, ao menos eu vou para o céu! Eu vou para o céu!