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    E ESTE COMEÇO DE ANO, QUEM ESPERAVA? - Rodrigo "raTo" Seixas    
   

Dia 31 de dezembro, aquela ansiedade para a chegada de mais um ano, tentar colocar em prática o que deixou de ser colocado no ano em que ficou pra trás e fazer novos planos para o ano que está por chegar.
Como a maioria dos paulistas “sem praia”, passo a virada do ano costumeiramente na mesma praia desde que me conheço por gente. E lógico que desta vez não foi diferente. Aliás, diferente foi um pouco.
Acordei no dia 1º de janeiro, liguei a televisão e já estavam no ar as vinhetas da Rede Globo para o carnaval. Sempre achei lastimável o carnaval. Há quem não concorde comigo, mas a única coisa de bom que se aproveita é o feriado em si, pois pagar o preço que se paga para desfilar com uma fantasia legal ou assistir ao desfile com “conforto”, acho um dinheiro mal gasto. Seria hipocrisia da minha parte dizer que não pagaria tão caro por ter gente passando fome logo ali ao lado, seria também demagogia demais dizer que o valor é muito alto em relação aos mendigos sob pontes e viadutos. O fato é que assemelho o fato a Formula 1, há quem pague e eu não pago, pronto!
Dia 2, assistindo ao noticiário, vejo os nossos representantes informando o novo pacote para cobrir a CPMF. Descarados, não tiveram vergonha ao dizer que teriam que compensar o rombo que ficaria com a ausência de uma “Contribuição Provisória”. Antes éramos reféns de nossas transações bancárias, sentíamos uma mordida e não podíamos sequer reagir. Não acho justo uma contribuição que visa “ajudar” na saúde pública, visto que isto é obrigação do Governo. Com o tamanho do nosso País e com a quantidade que é arrecadada de impostos, daria muito bem para termos uma saúde pública de qualidade, e isto geraria até uma concorrência leal entre os planos de saúde (isto já é um outro assunto).
O fato é que a mentalidade e a cultura de quem nos representa é única: roubar. Se vivêssemos em um país definitivamente pobre, acharia justo qualquer tipo de contribuição que visasse a melhoria da saúde pública, porém no nosso caso, esta imposição acabou tarde.
Por outro lado, o que ganhamos? Um aumento na IOF (de 0,0041% para 0,0082% ao dia + 0,38%) sobre o montante do fato gerador. Com o perdão da palavra, quem vai se foder é o pobre, pois rico não faz empréstimo, não faz carnê para pagamento, não financia carro e o pior de todos, não utiliza limite de conta corrente para manter o nome “limpo”, pois a única coisa que o pobre tem e se orgulha, é o nome limpo.
Mas o que diriam nossos “Senhores” da nossa falta de segurança? Pois o aumento da IOF não deixou de isentar ou manter a alíquota para os seguros de automóveis. Já temos que arcar com um custo altíssimo do seguro de veículos pelo simples fato de não termos segurança pública, e ainda teremos aumento?
O que diria agora o nosso Senhor Maioral sobre o tal do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento? Talvez, diretamente, uma coisa não tenha nada a ver com a outra, mas isto não é regredir?

   
             
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