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    DEGRADAÇÃO DA NATUREZA - Helder Modesto    
   

A revolução industrial e, com ela, o fantástico desenvolvimento da ciência e da tecnologia, levou-nos a ao esquecimento de nossa frágil e limitada condição. Estamos acostumados a aceitar teorias a cerca do progresso e do desenvolvimento que encaram como inevitável o melhoramento contínuo das condições humanas através do aprimoramento da técnica e das ciências econômicas. É comum o fato de identificarmos crescimento e expansão com progresso e, assim, “acabamos por desconhecer qualquer limitação àquilo que chamamos progresso”(Richard A.). De fato, o desenvolvimento tecnológico tornou-se capaz de levar o homem a lugares que antes não passavam de ficção científica, gerou resultados que a terra não consegue assimilar na mesma proporção e velocidade que são produzidos: a poluição.

Entretanto, o homem é apenas uma parte deste conjunto. Incapaz de existir independente dos planetas, do sol, da terra, da água, do ar, dos minerais, dos vegetais ou dos outros seres animados, ele está integrado à natureza e não se contenta em ser um espectador.

O declínio, neste nosso século, “daquela ativa consciência religiosa do passado, tem contribuído para reforçar esse hábito de não procurarmos enxergar os limites e contingências” que cercam nossa presença individual ou coletiva na terra. Nos períodos anteriores da historia, a presença ativa do pensamento religioso ajudava a manter a distinção entre finito e o infinito.

Sempre estivemos no Éden, que foi revelado aos nossos olhos imperfeitos. A humanidade percebeu a abundância que a cercava. Tanto que usufruiu desta abundância. Porém, não tinha consciência do resultado que causaria com o mau uso dos recursos naturais.

Em menos de uma década, uma tormenta de sinais está anunciando uma mudança climática por uma variedade enorme de sinais.

Para que possamos tomar precauções adequadas, teremos, em primeiro lugar, que redescobrir a importância e a realidade de nossas limitações. Precisamos aprender a viver dentro das fronteiras de nossa existência na terra e a planejar um modo de vida que respeito os limites da extração de riquezas e do desenvolvimento como um todo.

Cada um precisa rever seus hábitos, fazendo a sua parte para preservação e conservação da natureza. E não é necessário muito tempo ou esforço. Basta um pouquinho. Basta uma convicção e uma pitada de organização. Basta observar dois passos: um objetivo e outro subjetivo.

Para o passo objetivo basta observar a regra dos 3 Rs: Reduzir. Reutilizar. Reciclar.

Reduzir: Antes de tudo é necessário reduzir o consumo de materiais que serão jogados fora: embalagens, sacos plásticos, papel, alumínio e vidro. Podemos reduzir a geração de lixo consumindo menos e melhor, isto é, racionalizando o uso de materiais do nosso cotidiano.

Reutilizar: Muitos produtos são desenvolvidos para serem utilizados mais de uma vez. Comprar e usar produtos ajuda a recair no primeiro produto R - reduzir.

Considere os produtos reutilizáveis. Embalagens e utensílios reutilizáveis reduzem o volume do lixo. Deve-se, no entanto, ter o cuidado de lavá-los com muita atenção para evitar contaminação.

Reciclar: Depois que você já fez tudo o que podia para evitar desperdícios, encaminhe o seu lixo para ser reciclado. Esta é a última alternativa para diminuir a contaminação e desperdícios de nossos recursos naturais. Naturalmente você ainda pode divulgar o que aprendeu e propagar a convicção de que cada um pode e deve fazer a sua parte.

No plano subjetivo basta visualizar um mundo com mais equilíbrio, respeito às diferenças, mais solidariedade nas relações, colocando em prática ações que sirvam para nortear comportamentos.

Sem dúvida, seremos seres humanos melhores sabendo que praticamos atos condizentes com os mais nobres ideais humanos.

   
             
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