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    EDUCAÇÃO NO BRASIL: QUESTÃO SECUNDÁRIA - Helder Modesto    
   

As lacunas na educação aprofundam o fosso entre nações industrializadas e emergentes. Enquanto nas primeiras 87% dos jovens completam o ensino médio, na América Latina o índice é de apenas 34%. Na década de 1990, os países industrializados investiram na educação, em média, 6% do PIB; na América Latina não ultrapassou 4,2%.
A violência urbana, sintoma claro dessa disparidade econômico/social, resulta também do baixo nível de escolaridade de nossa população. Sem estudos não se consegue emprego. Sem emprego, não há renda. Sem renda... só restam a mendicância ou o crime. A média de escolaridade no Brasil cresce muito lentamente: 5,5 anos em 1995, e 7 anos em 2005. Nem sequer atingimos o nível de escolaridade obrigatória no país, que é de 8 anos.
O Brasil caminha cada vez mais distante dos paises de primeiro mundo. Enquanto eles avançam, o Brasil fica para trás. Enquanto eles investem pesadamente na educação, o Brasil investe menos de 4% do seu PIB na educação. Mesmo o Chile, nosso vizinho, investe três vezes mais que o Brasil.
O Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso em 2001, fixava em 8% do PIB os gastos em ensino. Infelizmente o Sociólogo e professor Fernando Henrique Cardoso vetou o plano. Aliás ele vetou 9 projetos sobre educação, coisa que ninguém compreendeu até hoje.
Como se vê, fica mesmo difícil sair dessa posição vergonhosa, com governos que atendem somente aos interesses do sistema neoliberal, do imperialismo dominante das grandes empresas e da plutocracia.
Com essa configuração, fica mesmo impossível ver “o sol da liberdade”, como diz o hino nacional, brilhar para todos que nasceram nessa terra “abençoada”.
No palco desse “solo mãe gentil”, porém, espreita o fantasma das desigualdades, da pobreza, da pseudodemocracia, como a entendeu Chomsky, autor de Segredos, Mentiras e Democracia.

   
             
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