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    ÉTICA. O CERTO E O ERRADO DE CADA DIA - Ernesto Dias de Souza    
   

Muito se fala em ética empresarial, nos governos etc., mas a identificação do certo e do errado se inicia em casa. O cidadão formado com consciência ética, certamente será ético diante de qualquer papel que exerça, mas como, nos dias de hoje, vamos formar um cidadão Ético?
Um indivíduo torna-se um cidadão quando conhece seus direitos e deveres. A propagação de noções básicas sobre direito civil e constitucional possibilitaria a cada um conhecer seus limites individuais e coletivos e situar-se melhor perante normas profissionais, de seu ramo de atividade, de sua empresa ou de qualquer outro ambiente de trabalho; e até mesmo de seu grupo religioso ou de amigos etc.
O que tem permitido que um indivíduo deixe a ética de lado e não reflita sobre suas atitudes? Ignorância; falta de educação; falta de bons exemplos; excesso de maus exemplos; impunidade; falta de acesso a itens básicos tais como trabalho, moradia, educação e saúde que garantam a edificação de sua dignidade humana; desagregação familiar; desvio de caráter; ganância; megalomania, poder. A relação é infinita, mas devemos combater os fatores que incentivam transgressões e aumentam a permissividade para resgatarmos o respeito entre as pessoas, de modo que ética não exista apenas em leis, códigos e manuais.
Podemos estar diante de coisas simples como, por exemplo, jogar ou não um papel no chão; regular a emissão de poluentes do motor do carro; economizar água; dar preferência de tratamento a um portador de necessidades especiais etc. Ou de algo mais complexo, como a tomada de decisões na direção de uma empresa, uma situação de impedimento profissional por qualquer interesse ou tipo de vínculo etc. Devemos ser éticos em todas elas, independentemente do grau de importância.
A ética é formada pelos valores de uma sociedade e, para prevalecer, requer estímulos, bons exemplos, práticas saudáveis da cidadania e honestidade em qualquer área de atuação humana. A sociedade evolui, conceitos se modificam, mas a liberdade de cada cidadão deve estar vinculada à responsabilidade e ao bom senso.
Sem leis severas que definam claramente os direitos, deveres e obrigações individuais e coletivos, que não possibilitem a poucos privilegiados escapulirem pelas brechas, será muito difícil formarmos uma sociedade mais consciente.
Nenhuma entidade, seja ela qual for, conseguirá desenvolver boas práticas de comportamento dentro de seus limites se não se relacionar de forma adequada com o meio externo. O elemento principal de um manual de conduta é o exemplo que servirá de parâmetro a cada um.
Cada indivíduo, seja como profissional ou membro de um grupo social, inclusive de sua família, deve refletir sobre sua conduta ética e contribuir para a melhoria das relações com as demais pessoas e com os demais grupos da sociedade.

   
             
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