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| XILOGRAVURA - Chega São Paulo! | ||||||
A xilogravura é a técnica de impressão e produção de estampas mais antiga que existe. Desde os primórdios das civilizações, já se usavam as estampas para decoração das próprias roupas a partir de matrizes feitas de osso, pedra e vegetais, também era utilizada para personalizar objetos de cerâmica de uma aldeia inteira quando aconteciam as queimas coletivas. O uso da xilogravura como matriz de estampagem remonta ao ano 105 (d.C.). É uma técnica que surgiu como veículo de divulgação e comunicação de idéias, de imagens sacras e ilustrações de livros, embasada no trabalho de artesãos de extraordinária habilidade gráfica. Uma técnica intimista que exige tempo e dedicação. A Xilogravura é a técnica de impressão mais simples, mais barata e mais imediata dentro da gravura. Com qualquer pedaço de madeira bem trabalhado é possível produzir uma matriz e uma boa estampa.
No final do século XIX, a xilogravura passou a ser praticada pelos artistas como forma de expressão para criar obras autônomas, e passaram a ser observadas como quadros. No Brasil, a xilogravura chega com a mudança da Família Real portuguesa para o Rio de Janeiro. A instalação de oficinas tipográficas era proibida até então. Os primeiros xilogravadores apareceram depois de 1808 e se alastraram principalmente pelas capitais, produzindo cartas de baralho, ilustrações para anúncios, livros e rótulos. Somente no século XX com artistas renomados como, Picasso, Matisse e os expressionistas alemães, a xilogravura surge como poderosa expressão artística abrindo caminho para as experimentações próprias da arte contemporânea. Junto e após o movimento modernista a xilogravura no Brasil teve seu momento de maior expressão. Destacando-se artistas, como, Oswaldo Goeldi, Lasan Segall, entre outros. Uma das mais ricas expressões da arte brasileira com referências históricas na arte popular e no artesanato. A xilogravura no Brasil sobrevive, nos ateliês e oficinas, através da força, talento, e dedicação de nossos artistas. No Brasil, temos a tradição do cordel impresso em xilogravura. Hoje em dia, temos como maior expressão à xilogravura popular nordestina. Muitos gravadores nordestinos vendem suas xilogravuras soltas além de continuarem a produzir ilustrações para as capas dos cordéis. Gravadores como J. Borges, José Lourenço, Jerônimo Soares, entre outros, expõem seus trabalhos em importantes instituições no Brasil e no exterior. |
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