Poesia    
    CASA NOVA - Gilciane Trentin    
   

Pela janela do quarto
Vejo gotas d’água caírem de mansinho
Chuva, lave a sujeira da alma
Alma purificada, percorra seu novo caminho

Na porta da entrada
Ouço as batidas do vento rugindo
Vento, varra o pó do rancor da vida
Vida renascida, aceite seu novo destino

Através do estremecer da casa
Sinto os relâmpagos afugentando o ódio
Raios, afugentem o breu da solidão
Agora veja, ouça, sinta sem remorsos
Abra enfim, as janelas e a porta do seu coração.

   
             
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