Poesia    
    POETA VAGABUNDO - Renato Taño e "Pitú"    
   

Caros amigos leitores
adianto a vossa senhoria
que não venho falar da prosa
pois sou adepto a poesia.

Meu nome é Severino
vivo assim, desde menino
com as idéias na mão.

Não tenho lápis nem lida
Sou só eu e a birita
E as notas de uma antiga canção.

Sou eu o poeta da rua
Filho da altíssima Lua
Criado sem distinção.

Saído direto do asfalto
Meus versos vão para o alto
Quando clamo em oração.

Há quem me chame "vagabundo"
Só por eu rodar o mundo
Sem ter documentação

Poucos reconhecem a graça
que há no amor entre a cachaça
e esse pobre cidadão

Só porque eu sempre ando roto
Sem dinheiro algum no bolso
A high-society pensa que sou ladrão

Mas sou um feliz como menestrel
E vivo aqui nesse hotel
não de cinco estrelas, mas de um milhão.

   
             
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